Dois anos sem uma única noite de sono inteira: um dos pais sempre acordado, aspirando o Gabriel a cada 20 minutos para que ele não engasgue.
Faça um exercício rápido: tente lembrar a última vez que você dormiu uma noite inteira, sem acordar nenhuma vez. Agora imagine não fazer isso há mais de dois anos.
É assim que vivem a Pâmela e o marido desde que o Gabriel nasceu. Um descansa enquanto o outro fica acordado, vigiando — porque o Gabriel, hoje com 2 anos e 5 meses, precisa ser aspirado a cada 20 minutos para não engasgar. 24 horas por dia, 7 dias por semana.
"São dois anos que um dorme e o outro cuida, fica aspirando. Não tem aquele minutinho... ele dormiu, a gente vai correr ali. Não tem como", conta a Pâmela, mãe do Gabriel.
Mas nem sempre foi assim. Segundo a mãe, dois dias antes do parto, um médico olhou para a Pâmela e disse que o sangramento que ela sentia era apenas um mioma, nada de grave, que ela fosse fazer caminhada.
Pouco depois, em casa, a placenta se descolou por inteiro. O Gabriel nasceu sem sinais de vida e precisou ser reanimado. O tempo que o cérebro dele ficou sem oxigênio até a reanimação deixou marcas profundas e permanentes.
Hoje o Gabriel não senta, não anda e não fala. Tem perda auditiva grave, se alimenta exclusivamente por sonda e, por não conseguir engolir, depende da aspiração constante para respirar bem. Ele ainda enfrenta convulsões e diversos tipos de espasmos ao longo do dia.
E, de acordo com a Pâmela, por um tempo o tratamento só piorou: uma medicação prescrita acabou intoxicando o Gabriel e intensificando as crises, em vez de aliviá-las.
Foi aí que a família tomou uma decisão corajosa. Largaram tudo e mudaram para São José do Rio Preto, longe de toda a rede de apoio que tinham, só para chegar perto de hospitais de referência.
E a aposta valeu a pena. Pelo sistema público, o Gabriel passou a ser acompanhado por especialistas que revisaram os laudos anteriores, iniciaram a investigação para doenças raras e começaram a retirar com cuidado a medicação que o estava prejudicando.
O resultado já aparece: as crises diminuíram, ele está se mexendo mais e — o que mais alegra a família — voltou a sorrir.
O problema é que, para cuidar do Gabriel em tempo integral, os pais não conseguem trabalhar. E não têm um carro confiável para levá-lo às consultas e exames que não podem faltar — um risco real para uma criança que pode precisar de socorro a qualquer momento.
É exatamente isso que esta vaquinha quer resolver: um transporte seguro, os equipamentos e insumos do cuidado diário, e o sustento da família enquanto o tratamento avança.
Uma doação de qualquer valor — R$ 20, R$ 50, R$ 100 — somada à de centenas de pessoas é o que vai manter o Gabriel evoluindo. E se hoje não der para doar, compartilhe. A história certa, chegando à pessoa certa, pode ser o que falta.
Imagine o Gabriel daqui a alguns anos, mais forte, com as crises controladas, recebendo todo o tratamento de que precisa. Esse futuro depende de chegar até lá — e você pode fazer parte disso.
Sua doação vai diretamente para o cuidado e o tratamento do Gabriel,
acompanhada de prestação de contas transparente e atualizada mensalmente.